segunda-feira, 21 de maio de 2018

Monsaraz 2017 Branco

MONSARAZ 2017 BRANCO | ALENTEJO | 13,5% | PVP  2,99€
ANTÃO VAZ, ARINTO, GOUVEIO
CARMIM
15

Um blend interessante num vinho alentejano. O antão vaz, naturalmente presente, o arinto que lhe presta frescura e acidez e um gouveio, que embora esteja nos dias de hoje plantado por todo o País, tem o seu berço em terras durienses.
De cor amarelo citrino, com ligeiros esverdeados e de aspecto limpo e brilhante. Nariz com aromas frutados bem medidos entre limonados, tropicais e alguma fruta amarela de caroço,  directo e sem labirintos, fresco. Na boca mostra estar no ponto de consumo, acidez equilibrada, directo, sem arestas, com a fruta muito sumarenta, e a beber-se até ao fim. Final de comprimento médio-longo e a mostrar qualidade para vinho do dia-a-dia a baixo custo.

Monsaraz 2017 Rosé

MONSARAZ 2017 ROSÉ | ALENTEJO | 12,5% | PVP  2,99€
ARAGONEZ, TRINCADEIRA, CASTELÃO
CARMIM
14,5

Com olhar nos dias quentes que já chegaram este é um rosé bem feito, fresco, com algum nervo e boa acidez, fugindo ao lugar comum e fácil do perfil mais doce.
De cor rosado intenso e de aspecto limpo, mostra aromas a fruta vermelha, limpo e objectivo. Na boca acaba por surpreender, revelando acidez acutilante, fruta vermelha com nervo, framboesa e morango, com ligeira secura que se aprecia, leve, equilibrado e com um final de boca médio-longo.
Bebe-se bem fresco, com o Sol bem lá no alto e despreocupadamente com amigos ou sozinho.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Taberna do Carró - Torre de Moncorvo

Quero começar esta publicação com um pequeno disclamer. Quando escolher a Taberna do Carró para a sua refeição faça-o sabendo que tem tempo. Que tem tempo para degustar, provar, comer, saborear a 100% tudo o que lhe vai ser servido. Não é uma corrida. É uma refeição. Divirta-se.
O restaurante Taberna do Carró fica mesmo no centro de Torre de Moncorvo, no largo da Igreja Matriz, que data do início do século XVII. É fácil, chegar, estacionar e dar um pequeno passeio pelas suas ruas depois da refeição para ajudar a digestão.

No interior, encontramos um espaço acolhedor, com uma decoração que mistura o mais castiço e regional, com alguns toque mais modernos. Este mix funciona e faz com que o espaço não pareça tão pequeno como de facto é. Porém, recordar que uma taberna é assim mesmo.

Depois de nos sentarmos começa o festim. Não há muita variedade de escolha para os pratos principais. Bacalhau, Polvo e Posta Mirandesa são os eleitos, mas o que nos chega à mesa sem pedir e incluído no preço é que parece não ter fim. Desde as saladas de feijão frade com atum, grão de bico com bacalhau, Tomate Coração de Boi com azeite e Sal (quando na época), mesa de enchido e queijos regionais, omolete de espargos selvagens, pimentos padron cultivados na região, alheira assada na brasa, migas de tomate, grelos à pobre, casacas com butelo, as azeitonas cortadas, o pão, os cogumelhos salteados e podia continuar a escrever. Muitos deles apenas na sua época, pelo que os pratos que aparecem alteram consoante a altura do ano que por lá passe.

Mais uma vez voltando ao início volto a recordar. Temos tempo para conversar e para comer. Para além disso temos sempre a amabilidade de nos estarem sempre a perguntar se queremos mais disto ou mais daquilo e se gostamos deste ou daquele produto. Quase que temos uma ementa personalizada ao nosso dispor.

Para a sobremesa nunca falta o Doce de Abóbora Com o Queijo de Ovelha Fresco, mas também o Pudim de Ovos, o doce de ginja, o arroz doce e a morcela preta com mel e amêndoas.

Um último conselho. Reserve mesa. O espaço não é muito grande e normalmente um almoço ou jantar aqui costuma ser entrar e só sair após algumas horas. A casa também faz mais questão de receber bem as pessoas do que estar sempre a rodar mesas, por isso, não ache estranho se lhe for dito que a casa está cheia e que provavelmente não irá haver hipótese de mesas vagarem.
_____________________________________________
RESTAURANTE TABERNA DO CARRÓ 
Tipo de Cozinha: Portuguesa Regional
Copos de Vinho Adequados: Sim
Horário: Encerra Segunda-feira e de Terça-feira a Quinta-feira ao almoço
Estacionamento: Fácil e com Parques Pagos próximos
Preço Médio Refeição ao Almoço: 22,5€

Morada: Largo General Claudino, Nº 25, 5160-243 TORRE DE MONCORVO
Telefone: +351 968 087 514
Na Net: Facebook

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Sagres Bohemia Hoppy Weiss

SAGRES BOHEMIA HOPPY WEISS | HOPPY WEISS | 4,8% | 33cl | PVP   1,09€
CERVEJA | PORTUGAL
SCC .SOCIEDADE CENTRAL DE CERVEJAS E BEBIDAS, SA
ÁGUA, MALTE DE CEVADA, MALTE DE TRIGO, LÚPULO, EXTRACTO DE LÚPULO
Novidade para os tempos mais quentes que se avizinham e que se vem juntar às irmãs mais velhas Bohemia Original, Bohemia Puro Malte, Bohemia Bock e Bohemia Trigo.
De cor bastante aberta, dourado claro e limpo,  com espuma branca muito fina e que desaparece ao fim de pouco tempo, aromas e estrutura de boca leve, leve frutado, algum adocicado e sem grande amargor final.
Os pratos de peixe e marisco não lhe vão virar as escolhas. Quando em promoção é uma escolha com uma relação preço-qualidade de excelência.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Fernão Pires | A Casta Mais Expressiva do Tejo

A casta Fernão Pires, também conhecida noutras regiões como Maria Gomes, Gaeiro e Molinho, é a casta branca mais cultivada em Portugal, com maior incidência nas regiões do Tejo e da Bairrada. É, sem dúvida, a casta mais expressiva da Região Vitivinícola do Tejo, sendo amplamente utilizada na produção de vinho branco, a solo ou em lotes.
No copo apresenta-se jovem, de aroma frutado e floral, tem uma acidez baixa e resulta num vinho pouco alcoólico. É extremamente versátil já que está presente na composição de vinhos brancos, frisantes e licorosos, e nas colheitas tardias desta região vitivinícola.

Em dia de muito calor e com vista privilegiada sobre o Rio Tejo desde o varandim da Casa da Fundação Passos Canavarro, .Luís de Castro, Presidente da CVR Tejo, e João Silvestre, Director Geral da CVR Tejo, fizeram uma pequena apresentação da região do Tejo a anteceder uma prova didáctica da casta Fernão Pires de vinhos produzidos na região e liderada pelos Enólogos da Quinta da Alorna e Quinta da Lagoalva, Martta Simões e Diogo Campilho respectivamente.

 Em primeiro lugar, a casta foi enquadrada nos três terroirs existentes na região do Tejo. Terroirs completamente diferentes e que produzem vinhos completamente diferentes. O Rio Tejo desempenha aqui um papel principal sendo que na sua margem direita, imediatamente após os terrenos de aluvião, temos o terroir do Bairro, onde prevalecem os solos argilo-calcários e os solos xistosos, sendo a produção preferencial para vinhos tintos; depois, o Campo, ou a Lezíria do Tejo. Área da região afectada por inundações periódicas das águas do Tejo responsáveis pela elevada fertilidade do solo das extensas planícies circundantes, onde predomina a produção de vinho branco, sobretudo os que são feitos a partir da casta rainha desta região, a Fernão Pires, o vinho rosé, frisante, licoroso, espumante e colheita tardia; por último, na margem esquerda do Tejo e, imediatamente após os terrenos de aluvião, a Charneca, dominada pelos solos arenosos e menos férteis, factor esse que, ao estar associado a temperaturas mais elevadas do que nas outras duas zonas desta região vitivinícola, acelera a maturação da uva. Aqui são colhidas as uvas utilizadas na produção de vinho branco, tinto, rosé, espumante, licoroso e colheita tardia.
Depois a prova do nove. Foram provados nove vinhos principalmente da última colheita, dos três terroirs e previamente escolhidos pela Martta Simões e pelo Diogo Campilho. Os descritores da casta estavam presentes, mostrando grande acidez e frescura. Embora ainda sem estarem acabados, revelaram potencial enquanto vinhos brancos jovens diferentes.

Depois seguiu-se a prova de quatro vinhos com alguma idade, onde apesar de todos eles terem conseguido mostrar o potencial de bom envelhecimento dos brancos feitos na região a partir da casta Fernão Pires, se destacou, na minha opinião, o Garrafeira Particular das  Caves Dom Teodósio de 1983. Que chapada! Mais de 30 anos de um branco e ainda cheio de vida, acidez e a causar aquilo sorriso no canto da face que só as coisas boas nos conseguem arrancar.

Para o final ficaram os colheitas tardia. Bridão 2016, Falcoaria 2014 e Quinta da Alorna 2010 foram ao copo e mais uma vez a casta Fernão Pires mostrou-se em grande plano.
Esta foi uma acção que devo aplaudir. Excelente a nível didático, revelando mais acerca da região e acerca de uma casta, por vezes mal entendida, e que mostrou ser Rainha no Tejo.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Monsaraz Vinho Licoroso Premium 2015 Tinto

MONSARAZ VINHO LICOROSO PREMIUM 2015 TINTO | ALENTEJO | 18,5% | PVP  11€
ALICANTE BOUSCHET, ARAGONEZ
CARMIM
17

A Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz (CARMIM), foi criada em 1971 por um grupo de 60 viticultores com o objetivo de produzir e comercializar vinho, a partir da uva de um grupo de viticultores da região.
A CARMIM possui actualmente cerca de 900 associados e produz 74 referências de vinhos: dos brancos aos tintos, dos jovens aos reservas, passando pelos licorosos, rosé e espumantes. Este Licoroso faz parte da mais recente gama Premium que mostra, mais uma vez, a dinâmica e visão das actuais cooperativas agrícolas produtoras de vinho.
Cor de intensos vermelhos de média concentração, bonita tonalidade rubi, de aspecto jovem e limpo. No nariz destaca-se a fruta vermelha e preta, amora silvestre, bem nítida e atractiva, de mão dada com algum floral e fresco mentolado. Na boca revela frescura, com volume e boa estrutura, tanino presente, macio, aveludado, mostrando uma fruta preta muito bonita e fresca, bem acompanhada de traço especiado e algum cacau.
Assim que o comecei a beber pensei de imediato em o acompanhar com uma fatia de bolo de chocolate com umas fresca framboesas vermelhas por cima. Vem em garrafas de meio litro e a um preço nada proibitivo.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Castello D'Alba Limited Edition 2013 Tinto

CASTELLO D'ALBA LIMITED EDITION 2013 TINTO | DOURO | 14,5% | PVP  17€
TOURIGA NACIONAL, TOURIGA FRANCA, TINTA RORIZ, SOUSÃO, TINTA FRANCISCA
RUI ROBOREDO MADEIRA VINHOS, SA
16,5

Cor vermelho rubi concentrado e fechado, de violetas intensos e definidos, aspecto limpo. No nariz primazia à fruta preta madura, ameixa e cereja preta, floral da violeta, especiaria fina, com notas vindas do estágio em barrica bem ligadas, embora ainda bem notadas. Na boca demonstra estrutura, volume e tanino presente, já um pouco macio e polido, com a fruta mais uma vez em bom plano, equilibrado e fresco. Apresenta um final de boca longo e persistente.
Inclino-me mais para a carne no que se refere à companhia no prato.

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails