quarta-feira, 29 de abril de 2015

Herdade do Esporão | Novo Menu e Conceito do Restaurante e Oferta de Enoturismo

A Herdade do Esporão, no Alentejo, há muito tempo que é um dos pilares do Enoturismo em Portugal. Os anos de experiência neste campo aliado ao querer estar sempre à frente aparece como algo natural e quem ganha é o visitante que aqui encontra tudo o que precisa para um dia em cheio.

Pessoalmente, recordo-me de a visitar anos atrás, muitos anos atrás, e esta contar já com uma oferta diferenciadora a este nível. Visita à vinha, à adega, com restaurante temático, com loja de vinhos e uma espécie de wine bar, onde se podia provar quase de tudo, estavam à disposição de qualquer visitante. 
Hoje, com uma estrutura que se foi alterando e melhorando com o tempo, a oferta é mais ampla do que era e mais refinada.

A aposta é definitivamente a "Terra", os 450 hectares de vinha e 80 de Olival são o manto ideal para este conceito mais abrangente e que vai para além do vinho. O equilíbrio com a natureza,  com a vida que cresce a cada momento, com o aproveitar de todo o potencial da produção biológica marcam o momento. Deste modo, não é estranho que o novo menu do Restaurante tenha o nome "Tempo da Terra", reforçando esta ligação e a importância da "Terra" neste novo conceito.

Espaço amplo, aberto e luminoso, com motivos dedicados ao vinho aqui produzido e com uma esplanada de encantar, capaz de deixar qualquer um com vontade de nunca mais dali sair. Assim é o Restaurante da Herdade do Esporão.
O Chef Pedro Pena Bastos, jovem Chef natural do Porto, é a nova aposta para liderar a cozinha do Restaurante da Herdade. Posso afirmar que fiquei impressionado com a sua capacidade em trazer à mesa receitas tradicionais alentejanas com uma assinatura singular, perspicaz, cheia de simplicidade e ao mesmo deslumbrante. Estética, sabor e harmonia com os vinhos num ponto perfeito.
Tempo então para a Terra. Tempo então para conhecer a nova Ementa.

O menu começa com um Amuse Bousche  simples e delicado. Miso , Foie Gras e Maça Verde. Um crocante de cevada, creme de miso e ovo, com pérolas de maça verde e neve de foie gras. A acompanhar um fresco e jovem MONTE VELHO 2014 BRANCO que com a suas notas citrinas e frutadas fez o casamento ideal para um inicio ainda em modo esplanada.

Passagem à mesa. Momento para descobrir a grandeza da Esporão também nos azeites. Azeite só da variedade Galega e Cordovil e de duas selecções. Muito bem acompanhado de Pão de vinho. Delicioso!

Seguiu-se a Cabeça de Xara, Alho Preto, Couve Lombarda e Avelã. A cabeça de Xara com couve lombarda, creme de avelã, temperado com um gel de vinagre de salvia, crackers e laminas de alho preto, óleo de coentros, avelã torrada e mizunas negras. Parece complicado, mas no prato tudo aparece simples. Ligação com o ESPORÃO TESTE 2.1 um vinho de produção biológica que deve ser comparado com o ESPORÃO TESTE 3.1 de produção integrada para melhor compreensão. Vinhos resultantes da mesma vinha, variando apenas o modo de produção agrícola, com uvas colhidas no mesmo ponto de maturação da casta Vermentino.

O ESPORÃO TESTE 3.1 apareceu logo de seguida para a esperada comparação, acompanhando o prato de peixe Lucio Perca, Ramen com Presunto 40 meses DOP Barrancos e Folhas Tenras. Vinhos diferentes para pratos diferentes. Um caldo escuro de peixe do rio e de porco com presunto 40 meses DOP Barrancos, aromatizado com erva principe, alho e tomilho limão. Lucio Perca, creme de nori, chalotas fritas e folhas tenras de favas e ervilhas.

Seguiu-se o prato de carne. O Porco Preto Herdade do Esporão. Porco preto criado por ali mesmo. Ladeado por um mil folhas de batata de levar às lágrimas (por não haver mais). Cachaço de porco preto com o já referido mil folhas de batata, copita e tomilho, puré de levistico, estufado de morcela, maça verde e courgete grelhada em emulsão de borras de vinho licoroso e jus de porco com alho preto.

O vinho que lhe fez companhia foi o QUINTA DOS MURÇAS RESERVA 2010 TINTO, em grande forma, ainda novo, cheio de raça e com o Douro no nariz. Veio até ao alentejo ligar na perfeição com o porco preto da Herdade.

Final de refeição com uma sobremesa fresca, leve e elegante. Beterraba Amarela, alperce, Hortelã e Noisette. A beterraba amarela desidratada, com um bolo de manteiga noisette, mousse de chocolate branco torrado, um sorbet de alperce e hortelã, gel de alperce seco, pó de ervas e crisântemos. Mágico.
O LATE HARVEST HE 2013 fez a honra de acompanhar este momento doce, trazendo frescura e acidez, continuidade de sabores e cheio de elegância.


A visitar e a comprovar. Veja mais fotografias aqui.
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ENOTURISMO HERDADE DO ESPORÃO
Morada: Herdade do Esporão Apartado 31, 7200-999 Reguengos de Monsaraz
Tel.351 266 509280Fax: 351 266 519753
Mail: reservas@esporao.com

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Iº WINE BLOGGERS CHALLENGE | 9 Maio 2015

O Blog Comer, Beber e Lazer, organiza no próximo dia 9 de Maio, o 1º Desafio Bloggers Challenge. no Restaurante  A Tendinha, em Mem Martins. Uma iniciativa que se quer diferente, estimulante e divertida e que conta com a participação não só dos Bloggers convidados, como também de todos os interessados que gostem de vinho e de comida.

Mas o que é o Wine Bloggers Challenge? O Wine Bloggers Challenge não pretende ser uma competição ou uma batalha entre Bloggers. Será antes de mais um evento informal no qual, num frente a frente saudável, dois Wine Bloggers irão apresentar aos participantes algumas sugestões de Vinho para os pratos servidos pelo Restaurante.

Tendo como base principal a Carta de Vinhos do Restaurante onde ocorre o evento serão escolhidos dois vinhos por prato. Um por Blogger. Com a Entrada, o Peixe e a Carne serão servidos 6 vinhos diferentes e a eleição da melhor harmonização será efectuada no momento pelos participantes na refeição. Entre pratos, cada Blogger irá ainda justificar, em poucas palavras, a sua escolha de vinho e responder a algumas questões. Serão servidos ainda mais dois vinhos em ligação com a comida, no inicio da refeição e sobremesa.

Para além de pretender ser uma experiência diferente e interactiva, os objectivos desta iniciativa são, em primeiro lugar, a promoção do Vinho no Restaurante, a promoção da sua carta de Vinhos e a ligação inseparável entre comida e vinho à nossa mesa. Para além disso, apresentar o Blogger como alguém que pode ser cada vez mais uma opção séria na divulgação e promoção do Vinho ao consumidor.

Os vencedores deste desafio serão, no fim de contas, todos.
Por uma experiência diferente, interactiva e divertida.

O almoço tem o preço de 20€ por pessoa e deve ser feita reserva no próprio Restaurante ou através do mail comerbeberlazer@hotmail.com ou comerbeberlazer@gmail.com

domingo, 26 de abril de 2015

Marquês de Borba 2013 Tinto

MARQUÊS DE BORBA 2013 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP  4,99€
ALICANTE BOUSCHET, TOURIGA NACIONAL, ARAGONEZ, TRINCADEIRA
J PORTUGAL RAMOS VINHOS, SA
84 / 100

Um rótulo que diz Alentejo, colheita após colheita sabemos muito bem o que esperar. Brinda-nos sempre com uma qualidade e elegância a bom preço. Cor rubi, intenso e concentrado, aspecto jovem e limpo. A fruta preta madura marca o aroma, intenso, com a amora silvestre, cassis e a ameixa preta envolta num traço de tosta e frescura. Na boca envolve o palato, taninos presentes, maduros, cheio de fruta. Equilibrado e final de boca persistente.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Casa da Capela Reserva 1999 Tinto

CASA DA CAPELA RESERVA 1999 TINTO | DOURO | 12% | PVP  7,50€
TOURIGA NACIONAL, TOURIGA FRANCESA, TINTA RORIZ
JOSÉ CARLOS MONTEIRO PINTO
80 / 100

Por vezes vamos esquecendo no fundo da garrafeira vinhos que vezes sem conta são preteridos, por esta ou aquela razão, e que num determinado momento apenas as abrimos porque pensamos já as ter perdido para o vinagre. Desta forma somos muitas vezes surpreendidos. E este foi o caso. Não muito convencido de inicio pelo peso bruto da garrafa, o vinho foi ao copo, mostrou-se bem no aspecto visual, concentração média, algumas notas de acastanhados mesclados com laranjas escuros, aspecto limpo. No plano aromático a primeira surpresa. Não sendo deslumbrante encontrava-se no entanto com boa frescura, com notas terciárias presentes, não mascarando ou estragando o bouquet. Passei ao palato. Também aqui se portou muito bem. Acidez, equilibro, fruta e os 12% de álcool em perfeita harmonia. Foi à mesa com uma barriga de porco no forno. O porco não se queixou, o vinho não se queixou e eu também não.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Grande Encontro 2008 Tinto

GRANDE ENCONTRO 2008 TINTO | BAIRRADA | 13,5% | PVP  9€
BAGA
QUINTA DO ENCONTRO -SOCIEDADE VITIVINICOLA, LDA
84 / 100

Certa noite o meu corpo pediu Baga para o jantar, pediu Bairrada, decidi que tinha de ser Bairrada. E foi. Revirei algumas garrafas e resolvi ver como está este tinto proveniente de um dos grandes produtores desta região. Até porque estavam lá mais duas irmãs e precisava saber se tinham de ir também já para o copo ou se as podia continuar a manter em garrafeira. Digamos que, foi de facto, um Grande Encontro. Cor granada, concentrado no núcleo e mais aberto no bordo do copo, apresentando já algumas notas mais casca de cebola roxa, mas nada de significativo. De nariz continua cheio de frescura e com a baga a marcar pontos. Se na cor notamos uma pontinha de idade, aqui mantemo-nos jovens. Boca vivaz, corpulento e de taninos polidos mas presentes. Está bem tratado e dá sinal de poder continuar em boa forma durante mais algum tempo. À mesa a comida agradece.

terça-feira, 21 de abril de 2015

O Vinho e as Estórias | A Alegada Má Fama da Comida de Hotel. Injustiça ou Realidade

Que melhor tema para iniciar o ciclo de tertúlias O Vinho e as Estórias no The Vintage House Lisboa do que a alegada má fama da comida de Hotel? Será que se trata de um injustiça ou de uma realidade fria e crua? Foi este o tema que fez o Sommelier Manuel Moreira e o Chef João Rodrigues do Altis Belém debaterem ideias e opiniões sob cuidada moderação de Miguel Pires do Blog Mesa Marcada.
O objectivo destas tertúlias, que se prolongam por todo o ano de 2015, será a discussão de temas ligados ao vinho e à comida, que decorrem durante o jantar, perante dois convidados sempre diferentes e com a participação de todos quanto se quiserem juntar.
Questões como as diferenças entre restaurantes de porta aberta e restaurantes de Hotel; procura mais recente pelos restaurantes de Hotel; relação entre o número de Chefs com Estrela Michellin  e o número de Chefs de restaurantes de Hotel e outras foram tendo animada discussão, não só entre os dois convidados, como também com a interactividade de alguns presentes.

Os vinhos para o jantar desta noite estiveram a cargo da Adega Mayor e da Poças.

Ragout de Camarão em Massa Filo | Monte Mayor 2013 Branco
 
MONTE MAYOR 2013 BRANCO | ALENTEJO | % | PVP 8,99€
ANTÃO VAZ, ARINTO, VERDELHO
ADEGA MAYOR, SA
Cor amarelo citrino, aspecto limpo. Nariz com boa expressão aromática, citrino, tropical e floral em equilíbrio, correcto, traço mineral e fresco. Boa acidez de boca, perfil citrino, sumarento, com alguma untuosidade, de comprimento final de média duração.

Bacalhau Albardado Recheado com Presunto Pata Negra e Hortelã, Migas de Tomate e Azeitonas | Poças Reserva 2013 Branco e Reserva do Comendador 2013 Branco

POÇAS RESERVA 2013 BRANCO | DOURO | 13,5% | PVP 15,90€
CÓDEGA, RABIGATO, GOUVEIO, MOSCATEL GALEGO BRANCO
MANUEL D. POÇAS JUNIOR,  VINHOS SA
Cor amarelo citrino, definido, com nuances esverdeadas e aspecto límpido. Nariz com notas exóticas, fruta de caroço, algum floral, madeira muito bem integrada e muita mineralidade. Na boca acidez estaladiça, limonado, com traço de tostados, leves, a mostrarem-se e a fazer subir a experiência.

RESERVA DO COMENDADOR 2013 BRANCO | ALENTEJO | 13,5% | PVP 15,90€
ANTÃO VAZ, VIOGNIER, VERDELHO
ADEGA MAYOR, SA
Cor amarelo definido, aspecto limpo e brilhante. No nariz a presença da madeira ainda o marca um pouco, está jovem, muito tropical, intenso, alguma lima e frescura. Na boca um branco com estrutura, corpo, com boa acidez e a pedir comida, a fruta tropical e a madeira sobressaem um pouco do conjunto sem o prejudicar. Está novo e precisa de tempo em garrafa. Final longo.

Secretos de Porco Preto Assado a baixa temperatura com Feijão Branco Estufado | Vale de Cavalos 2012 Tinto e Reserva do Comendador 2009 Tinto

VALE DE CAVALOS 2012 TINTO | DOURO | 14% | PVP 7,90€
TOURIGA NACIONAL, TOURIGA FRANCA, TINTA RORIZ, TINTA BARROCA
MANUEL D. POÇAS JUNIOR,  VINHOS SA 
Cor rubi, intenso e concentrado, opaco, com violetas definidos e aspecto límpido. Aromas intensos a fruta vermelha e preta madura, fruta silvestre, alguma compota, especiarias e notas de estágio estamos barrica bem integradas, ligeiro floral. Na boca está cheio de vida, pujante, taninos presentes, muita fruta madura bem ligada com lado especiado, tostados, algum cacau e final longo e persistente.

RESERVA DO COMENDADOR 2009 TINTO | ALENTEJO | 14,5% | PVP 21€
TRINCADEIRA, ALICANTE BOUSCHET, ARAGONEZ, SYRAH
ADEGA MAYOR, SA 
Cor granada, concentrado no núcleo e mais aberto no bordo do copo, aspecto limpo.No nariz mostra-se cheio de fruta vermelha e preta, fruta silvestre madura, ameixa preta, com notas especiadas frescas e tosta leve. Boca equilibrada, corpulento, cheio de estrutura. Está para durar. Está para agradar e brilha com a comida e com a conversa.

Pudim de Mel com Requeijão e Doce de Abóbora | Poças Colheita 1997 Porto

POÇAS COLHEITA 1997 PORTO | 20% | PVP 25€
MANUEL D. POÇAS JUNIOR,  VINHOS SA
Um colheita que ainda se mostra jovem pela sua cor e também nos seus aromas, ainda com muita fruta saliente, frescura, com especiado leves, alguma fruta passa, vai-se mostrando no copo em muito boa forma. Cremoso e aveludado na boca,  equilibrado e pronto a maravilhar a solo ou com a sobremesa que aqui foi servida.
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THE VINTAGE HOUSE LISBOA
Rua Rodrigo da Fonseca, Nº 2  1250-191 LISBOA



domingo, 19 de abril de 2015

Fuga 2010 Tinto

FUGA 2010 TINTO | DÃO | 14% | PVP  4,49€
TOURIGA NACIONAL, TINTA RORIZ, JAEN
O ABRIGO DA PASSARELLA, LDA
80 / 100

Regresso a este Fuga que sem dúvida mostra que não devemos fugir dele. Agora em 2015, peguei neste vinho de 2010, e fui ver como estava. Continua bastante jovem. De cor rubi, vermelho bonito, aspecto limpo, parece que os anos não passaram por ele. No nariz, mais uma vez encontra-se bem. De aromas limpos, com boa intensidade, boa fruta, vermelha e preta e frescura. "Fugi" de imediato para a prova de boca. Equilibrado, boa fruta e a continuar fresco e jovem. De venda exclusiva nos supermercados Pingo Doce, para vender a baixo preço e para agradar ao consumidor. Por mim, "continua" aprovado.

sábado, 18 de abril de 2015

Pouca Roupa | O Novo Dress Code da João Portugal Ramos

A João Portugal Ramos apresentou um novo Dress Code para este verão que promete fazer furor tanto nos dias mais quentes como nos mais amenos. O nome é sugestivo e funciona por si só no objectivo do produtor e enólogo. O Pouca Roupa, nova gama de vinhos, em versão Rosé, Branco e tinto, mostra-se de forma simples, mas ousado, com look jovem, a funcionar como um desbloqueador de muitas conversas, a pedir praia, piscina e amigos.

Sem dúvida, o Pouca Roupa, nome que se deve ao Monte Alentejano onde se encontra a vinha que lhe dá a uva, está talhado para o consumidor mais jovem. Assim, não deixa de ser curioso que este seja o primeiro vinho que João Portugal Ramos desenvolve com o seu filho João Maria. Um vinho fácil de beber, criado em partilha com um Enólogo jovem e para um público jovem.

A apresentação decorreu no espaço Embaixada em Lisboa, no Restaurante Le Jardin, ambiente informal, descontraído, ideal para o momento.

POUCA ROUPA 2014 ROSÉ | ALENTEJO | 13% | PVP 3,99€
TOURIGA NACIONAL, ARAGONEZ, CABERNET SAUVIGNON
J PORTUGAL RAMOS VINHOS, SA
15
Cor rosada claro, nuances salmão, aspecto limpo. Aromas de média intensidade, fruta vermelha, traço vegetal leve e fresco. Na boca é leve, boa acidez, equilibrado, novamente cheio de frescura e directo. Perfeito para rosé de piscina, para inicio de conversa e para refrescar um momento.


POUCA ROUPA 2014 BRANCO | ALENTEJO | 12,5% | PVP 3,99€
VIOSINHO, SAUVIGNON BLANC, VERDELHO
J PORTUGAL RAMOS VINHOS, SA
15,5
Cor citrina, nuances esverdeadas, de aspecto jovem e limpo. Nariz de aroma fresco, fruta exótica e citrino, ligeiro toque mineral e leve vegetal. Na boca com muita secura, acidez vivaz, com muita fruta e muito fresco. Bom comprimento de boca. A baixa graduação alcoólica destaca-o dos outros, mostra-se mais leve e de perfil mais consensual.

POUCA ROUPA 2014 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP 3,99€
ALICANTE BOUSCHET, TOURIGA NACIONAL, ALFROCHEIRO
J PORTUGAL RAMOS VINHOS, SA
15
Cor rubi, com violetas de média concentração, aspecto jovem e límpido. Aromaticamente intenso, com fruta vermelha, preta e azul, muita cereja, amora silvestre madura, envolvidos por um balsâmico e leve tostado proveniente da barrica. No boca apresenta-se polido, redondo, pronto a beber, com novo destaque para a fruta vermelha, bem colocada, com final de boca longo e persistente. Baixe-lhe a temperatura um pouco antes de servir.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

BSE 2014 Branco

BSE 2014 BRANCO | PENÍNSULA DE SETÚBAL | 12% | PVP  3,99€
ANTÃO VAZ, ARINTO, FERNÃO PIRES
JOSÉ MARIA DA FONSECA VINHOS, SA
79 / 100

Nova colheita, nova imagem o mesmo perfil e conceito que surgiu pela primeira vez em 1947. Leu bem. O BSE já é produzido pela José Maria da Fonseca desde esse longínquo ano. Sem dúvida uma das marcas emblemáticas deste produtor e que apesar de ser um entrada de gama faz sempre nascer aquele sorriso de satisfação por o beber.
Nova imagem em linha com as últimas alterações do produtor. Imagem limpa, sóbria, fácil de fotografar com a câmera e com os olhos.
O vinho continua para se beber novo, com aquele aspecto amarelo citrino limpo e brilhante, aromas apetecíveis a fruta tropical, fruta de caroço e algum citrino, mineral e fresco. Na boca apresenta aquela secura que esperamos, cheio de fruta, equilibrado e com final médio, longo. É um Branco Seco Especial.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Vinho de Colares Estrela em Jantar Vínico

O vinho de Colares subiu ao palanque em mais um jantar vínico promovido pela EPAV - Escola de Turismo de Colares, no Restaurante Sarrazola House em Colares.
A EPAV visa assim chamar à atenção para a produção vinícola de Colares, utilizando internamente nas suas acções de formação e na oferta para o público em geral exclusivamente vinhos da região onde se insere, neste caso, o vinho da Região de Colares.

Ao menu, composto por seis pratos e a cargo de seis chefes da escola,  juntaram-se os vinhos dos produtores de vinhos da região. Inicio, ainda em pé, acompanhando as  entradinhas /cocktail de boas-vindas, o Espumante Bruto Rosé 2009 da Fundação Stanley Ho, o primeiro espumante da região à base das castas Pinot Noir e Chardonnay.  Harmonisou com Charutos de Leitão de Negrais, Fofos de Polvo, Camarão Panado com Ervas e Esferificação de Colares do Chefe Bruno Gaspar.





De seguida, já à mesa, Lagostins com Gelificado de Citrinos e Consume do Mar do Chefe Pedro Duarte com o Colares Chitas 2011 Branco. Ligação bem conseguida com o Mar em fundo.

CHITAS COLARES RESERVA 2011 BRANCO | COLARES | 12% | PVP  12,5€
MALVASIA DE COLARES
ARC ANTÓNIO BERNARDINO PAULO DA SILVA
Cor amarelo definido, nuances palha dourada, aspecto limpo e jovem. Aromas pronunciados a mar, salino, notas de fruta de caroço, alguma fruta seca, toque mineral e fresco. Boca com untuosidade citrina, acidez estaladiça, mar, final longo.

O Filete de Salmonete sobre Mix de Legumes Baby e Batatinha Salteada com Ervas do Chefe João Diogo casou, e muito bem, com o Arenae Malvasia 201 Branco da Adega Regional de Colares.

ARENAE MALVASIA COLARES 2011 BRANCO | COLARES | 11,5% | PVP 11€
MALVASIA DE COLARES
ADEGA REGÎONAL DE COLARES, CRL
Cor amarelo citrino, definido, nuances esverdeadas, limpo. Nariz complexo, cheio de pequenas coisas que o tornam maior, floral, com notas de cera, com o salino do mar presente, algum mel, ameixa amarela, muita frescura. Na boca está sumptuoso, com fruta fresca, corpolento, com estrutura e cheio,  cheio de coisas boas. Enche a boca e chama sempre mais um bocadinho.

Com o primeiro prato de carne, o Cabrito no Forno com Migas de Grelos e Broa de Milho pelo Chefe Nuno Fontes, chegou o Collares Reserva tinto de 1969. Em excelente forma e à altura da complexidade deste prato.

COLLARES RESERVA 1969 TINTO | COLARES | 12% | PVP -€
RAMISCO
VIÚVA GOMES DA SILVA & FILHOS
Extraordinária a longevidade deste vinho. Ainda não se dá como vencido na cor, mostrando ainda concentração suficiente para enganar os mais atentos na sua idade. Com toda a carga aromática de um vinho com esta idade, limpo, sem traço de aromas estranhos e cheio de frescura. Na boca está ainda raçudo e vivaz. Continua por mais algum tempo.

O Pinot Noir do Casal Sta Maria 2012 segurou o Medalhão de Novilho com Risoto de Maçã Reineta e Lima do Chefe David Nova. Este ainda sem estar no mercado para a mostrar já toda a sua qualidade. Pinot na cor e na boca. Na nariz um pouco diferente, mais fresco, pitada de mar. Uma casta não tradicional de Colares a ser aqui bem tratada e a mostrar frutos.

A sobremesa brilhou. dá a provar Genoise de Maçã Reineta com redução de Casta Ramisco do Chefe Hugo Florentino muito bem conseguida e acompanhada por uma bebida/cocktail à base de maça Reineta.

Por fim, mais uma novidade, o Pastel de Tinto com Maça Reineta. Comeria uma dúzia em pouco tempo. Deliciosos e viciantes.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Real Companhia Velha | Royal Oporto Colheita 1867, 1900 ou 1931?

A Real Companhia Velha não necessita de longas apresentações. Praticamente todos nós tivemos contacto com pelo menos um vinho produzido por esta empresa histórica. Os seus 259 anos de vida fazem dela a mais antiga e emblemática empresa produtora de Vinhos em Portugal em actividade sem interrupção e daí o atravessar de gerações até hoje ser uma linha contínua com a qual nos habituamos a viver.

Todavia, não é de história que vos quero falar, mas sim da Real Companhia Velha de hoje. De um fim-de-semana memorável, que etiquetei como Real Companhia Wine Tour 2015, e onde tive a oportunidade de conhecer, de fio a pavio, não só o seu passado, como o presente e o que se pretende para o futuro.

Inicio de tour em Vila Nova de Gaia, nas Caves da Real Companhia Velha, com uma pequena surpresa preparada logo para se perceber como iriam ser os próximos dias. O desafio era escolher o vinho que seria servido com a sobremesa do almoço que nos esperava. Tarefa fácil diriam alguns, mas a escolha teria de ser feita entre três opções a provar directamente do "casco":  Royal Oporto Colheita de 1867, 1900 e 1931.

Pensei em fechar os olhos e sussurrar a minha opinião. Preferia continuar com eles bem abertos, aliás, todos os sentidos bem ligados, pois estava perante um momento singular que teria de aproveitar a cada segundo.
Três colheitas divinais a mostrar todo o potencial desta casa neste tipo de vinho do Porto. A escolha recaiu sobre o 1900. No momento aquele no qual a maioria dos presentes votou como o mais pronto, equilibrado e com aquele algo mais que os outros.
Por mim levava uma garrafinha de cada e não se falava mais nisso.

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