domingo, 19 de fevereiro de 2017

Colinas do Douro Superior 2015 Rosé

COLINAS DO DOURO SUPERIOR 2015 ROSÉ | DOURO | 12,5% | PVP  5,99€
TOURIGA NACIONAL
COLINAS DO DOURO SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
15,5

Nestes dias em que o sol se mostrou mais à minha janela fui compelido a ir buscar um rosé. Saudades do verão ou simplesmente vontade de beber um rosé que me atraiu pela cor e pelo facto de ser proveniente do Douro Superior.
Neste caso, vinhas de altitude, pelo que aguardava pela sua frescura.
Visualmente de cor salmão claro, leves alaranjados, aspecto jovem e brilhante. Mostrou nariz com aromas a fruto vermelho, framboesas, notas florais, traço mineral, pedra lascada, perfil fresco. Na boca a revelar ligeira untuosidade, bom corpo, a fugir aos travos mais doces, boa fruta fresca, boa acidez e final de boca longo.
Um rosé com boas pretensões para a mesa e que não desiludiu. Bela novidade.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Os Melhores do Ano 2016 da Revista de Vinhos | And The Winners Are....

Ontem foi noite de entrega de prémios "Os Melhores do Ano 2016 da Revista de Vinhos". Com o cenário montado na cidade do Porto, no já bem conhecido Centro de Congressos da Alfândega do Porto, a noite para cerca de 1000 pessoas ali presentes e outros milhares que lá não puderam estar, foi especial.
A noite foi longa e memorável! A 20.ª edição dos Prémios "Os Melhores do Ano 2016 da Revista de Vinhos" voltou a eleger o melhor que se faz em Portugal, mostrando também a enorme vitalidade do sector do vinho no nosso país.

Para além dos premiados nas três categorias, - Prémios Especiais, Prémios de Excelência e Prémios Os Melhores de Portugal-, a minha salva de palmas também para o serviço da Palace Catering no jantar de gala. Por vezes, servir com qualidade duas ou três mesas num restaurante já é difícil para muitos, servir cerca de mil pessoas com esta qualidade e excelência só pode receber de minha parte muito respeito. Quer a Dourada Tostada com Redução de Tinto do Douro e Stringuetti de Feijão Verde e Frutos Secos, quer o Rosbife de Alcatra de Vitela com Molho de Porto, Foie Gras e Legumes Grelhados estavam dignos da noite especial que se viveu.
Quanto ao que realmente interessa, os premiados, esses foram conforme as listas abaixo.

PRÉMIOS OS MELHORES DO ANO 2016 REVISTA DE VINHOS 
Prémio Identidade e Carácter 2016 (ex-aequo) - C2O e V Puro
Produtor 2016 - Herdade da Malhadinha Nova
Produtor Revelação 2016 - Quinta da Boavista
Adega Cooperativa 2016 - Adega Cooperativa de Borba
Empresa 2016 - Soc. Agr. Boas Quintas
Empresa 2016 (Vinhos Generosos) - Adriano Ramos Pinto
Enólogo 2016 - Jorge Serôdio Borges
Enólogo 2016 (Vinhos Generosos) - Carlos Alves
Viticultura 2016 - Aveleda
Organização Vitivinícola 2016 - Vinhos do Alentejo
Enoturismo 2016 - Monverde Wine Experience Hotel
Garrafeira 2016 - Cave Lusa (Viseu)
Loja Gourmet 2016 - Manuel Tavares (Lisboa)
Restaurante 2016 - Mesa de Lemos (Silgueiros)
Restaurante 2016 (Cozinha Tradicional Portuguesa) - Gaveto (Matosinhos)
Prémio Gastronomia David Lopes Ramos 2016 - Miguel Castro e Silva
Senhor do Vinho 2016 - João Portugal Ramos
Wine Bar 2016 - Wine Quay Bar
Sommelier 2016 - Rodolfo Tristão
Prémio Campanha Publicitária 
“EA, a inspiração bebe-se”
Cliente: Fundação Eugénio Almeida
Criação: Atelier Albuquerque Design

PRÉMIOS DE EXCELÊNCIA
Kompassus Blanc de Noirs Bairrada Espumante branco 2013 Kompassus | Vinhos Anselmo Mendes
Parcela Única Vinho Verde Monção e Melgaço Alvarinho branco 2014 | Anselmo Mendes Vinhos
Quinta de Soalheiro Vinho Verde Monção e Melgaço Alvarinho Reserva branco 2015 | Vinusoalleirus
Barca Velha Douro tinto 2008 | Sogrape
Chryseia Douro tinto 2014 | Prats & Symington
Conceito Único Douro branco 2015 Conceito |
Quinta da Gaivosa Douro tinto 2011 | Alves de Sousa
Quinta da Manoella Vinhas Velhas Douro tinto 2014 | Wine & Soul
Quinta de S. José Douro Reserva tinto 2014 | João Brito e Cunha
Quinta do Crasto Vinha da Ponte Douro tinto 2014 | Quinta do Crasto
Quinta do Vallado Douro Touriga Nacional tinto 2013 | Quinta do Vallado
Vale do Inferno Quinta de La Rosa Douro Reserva tinto 2011 | Quinta da Rosa Vinhos
Fonte do Ouro Dão Nobre branco 2015 | Sociedade Agrícola Boas Quintas
Villa Oliveira Dão Touriga Nacional tinto 2011 | Casa da Passarella
Luís Pato Vinha Formal Bairrada Cercial branco 2014 | Luís Pato
Quinta das Bágeiras Pai Abel Bairrada branco 2014 | Mário Sérgio Alves Nuno
Adega Mãe Terroir Reg. Lisboa branco 2013 | AdegaMãe
Cortes de Cima Reg. Alentejano Reserva tinto 2012 | Cortes de Cima
Dolium Alentejo Reserva tinto 2014 | Paulo Laureano Vinus
Dona Maria Reg. Alentejano Grande Reserva tinto 2011 | Júlio Bastos
 Estremus Reg. Alentejano tinto 2012 | J.Portugal Ramos Vinhos
Furtiva Lágrima Reg. Alentejano tinto 2013 Monte da Raposinha Herdade dos Grous Reg. Alentejano Reserva tinto 2013 | Herdade dos Grous
Terrenus Vinha da Serra Alentejo Portalegre branco 2014 | Rui Reguinga
Burmester Porto Tawny 20 Anos | Sogevinus Fine Wines
Ramos Pinto Quinta do Bom Retiro Porto Tawny 20 Anos | Adriano Ramos Pinto
Vista Alegre Porto Tawny 20 Anos | Vallegre
Blandy’s Madeira Bual 30 Anos | Madeira Wine Company
Bacalhôa Moscatel de Setúbal Superior 30 Anos 1985 | Bacalhôa Vinhos de Portugal
José Maria da Fonseca Setúbal Moscatel Roxo 20 Anos | José Maria da Fonseca Vinhos

Parabéns a todos!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Muga Prado Enea Gran Reserva 2006 Tinto

MUGA PRADO ENEA GRAN RESERVA 2006 TINTO | RIOJA | 14% | PVP  35€
TEMPRANILLO, GARNACHA, GRACIANO, MAZUELO
BODEGAS MUGA, SL
17,5

Com este Muga damos uma espreitadela ao que de bom se vai fazendo na nossa vizinha Espanha. Um vinho onde a casta tempranillo se encontra em destaque com 80% na sua composição e com três anos de descanso em barrica desde 2006, com cerca de 10 anos ao momento da abertura e que se mostrou incrivelmente novo.
Visualmente pouco mostra da sua idade. Pouca ou nenhuma perca de cor, mantém um rubi concentrado e aspecto limpo. No nariz a fruta preta madura aparece em destaque, ameixa preta e cereja numa harmoniosa companhia com notas de cedro, pimenta preta, fumados leves, balsâmico refrescante e um toque final de licor que aparece em fundo.
Na boca mostra-se expressivo, com volume, sedoso e macio ao toque, com uma frescura fabulosa para um tinto com esta idade e com 14% de álcool, num conjunto pleno de equilíbrio e que apesar de novo mostrar estar já praticamente no ponto.
Bebe-se com imenso prazer até ao final da garrafa. Um boa surpresa de uma garrafa que me chamava pouco na minha garrafeira e que agora tenho pena não ter mais.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Do Vinho Com Ouro 24K a Boiar-me no Copo

 Fotografia de D.R.
O mundo do vinho não cessa de me surpreender com as suas mais variadas formas de mixologia e aproximação ao mundo colorido e versátil dos cocktails. Na verdade nada tenho contra um bom cocktail, mas, mais uma vez, neste caso, poderei aplicar o velho ditado de que nem tudo o que brilha é ouro.
Ao mesmo tempo que vão surgindo no mercado os vinhos da cores mais díspares possível, surgem agora também estas mutações ao nível de bebidas como o Lucky Strike que apelam ao mercado de luxo despido de know how e que apenas gosta do brilho das luzes enquanto a bolsa puder pagar.
Já conhecia esta realidade principalmente a nível de vinhos espumosos, mas desconhecia que a graça também existia em Portugal. Um Douro Reserva por 34€. Dinheiro deitado fora. 
Existem no mercado até este valor tanto vinhos brancos de excelência e que brilharão muito mais no copo e à mesa que este pelo que um vinho assim só pode ser visto como uma brincadeira.  

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Jantar Vínico no Restaurante Porto de Santa Maria com Monte da Ravasqueira

Na estrada do Guincho, a pouco mais de uma centena de metros da praia com o mesmo nome, para quem vem de Cascais, encontramos à nossa esquerda o Restaurante Porto de Santa Maria. Tem marcado a paisagem daquele lugar desde 1947 e está intimamente ligado à história e à vida de Guincho e de Cascais, representando mais de 70 anos de referência na gastronomia de peixe e mariscos na região.
A sua história, ligada ao mar e à gastronomia, continua a fazer-se dia a dia, baseada numa filosofia de procura da excelência, juntando agora ao seu portefólio a realização de Jantares Vínicos onde se procura dar seguimento a um trabalho já de mérito, mas agora com uma vertente mais pedagógica. 
Os vinhos do produtor alentejano Monte da Ravasqueira foram os convidados do Jantar Vínico deste mês e contou com a presença do Enólogo Pedro Pereira Gonçalves.
O Chef Paulo Matias e o Sommelier da casa António Guerreiro apresentaram uma noite com cinco momentos de harmonia entre comida e vinho podendo desde já antecipar que estas noites serão, em breve, mais um dos must do Porto de Santa Maria.

No primeiro momento, a Entrada Quente com  Lagostim Braseado, Mil Folhas de Banana e Abacate, Espuma de Citrinos e Azeite de Coentros em ligação com o MR Premium Rosé 2015. A ligação pelos tostados a funcionar, brilhou no prato o lagostim no ponto ideal de cozedura.

De seguida, com a Entrada Fria, o Pudim de Foie Gras e Viognier e Crocante de Frutos Secos em casamento com o Viognier 2014. A frescura deste vinho no equilibro da degustação e ligação à geleia de viognier mostraram-se à altura. Relevo no prato para toda a frescura do mesmo. Bom momento.

O prato de peixe trouxe o Goraz, Puré de Aipo, Tártaro de Ostras e Legumes Wok com o MR Premium Branco 2013. A aposta na simplicidade, sabores simples mas vencedores e um casamneto perfeito com o branco escolhido. Equilíbrio e frescura.

Com a carne o prato que mais me satisfez. O Porco Preto em Crosta de Especiarias, Estufado de Legumes de Inverno com Azeitona, Batata Confit e Chouriço de Barrancos numa maridagem com o MR Premium Tinto 2012 de final feliz ou de viveram felizes para sempre. Sabores fortes, quentes e tradicionais num lado a lado perfeito com o tinto alentejano.

Por fim a sobremesa com o Quindim Pina Colada, Bolo Esponja de Coco e Avelãs numa das ligações perfeitas ao vinho com o Colheita Tardia 2015. Delicadeza, elegância e frescura de ambos os lados, sem se sobreporem um ao outro, antes fazendo o complemento certeiro. Ligação muito bem pensada.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Soalheiro Reserva 2015 Branco

SOALHEIRO RESERVA 2015 BRANCO | VINHOS VERDES | 13% | PVP  24€
ALVARINHO
VINUSOALLEIRUS, LDA
17,5

Costumo dizer que o Soalheiro Reserva é um vinho que não me surpreende e não me causa surpresa porque sei que não vou ficar desiludido. Colheita após colheita mostra-se num patamar de qualidade superior e este 2015 não foge à regra.
Na minha opinião um vinho que me dará muito mais prazer com mais algum tempo de garrafa, mais um ano pelo menos, mas que neste momento revela plenamente o que por aí vem.
Cor amarelo citrino, jovem, definido e de aspecto límpido. Nariz expressivo, intenso,com notas de fruto tropical e citrinos como a lima, algum floral, com a barrica já em fase de casamento feliz, muito mineral e fresco. Na boca revela bom volume, com corpo, acidez citrina, toranja vermelha, boa secura, equilíbrio e elegância, num longo final.
Potencial enorme de boa evolução em garrafa, um vinho verde alvarinho que poderei dizer de guarda, assim como também para se juntar à mesa, com comida, afirmando  grande versatilidade neste âmbito.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Simplesmente... Vinho 2017

Neste mês de Fevereiro, sexta 24 e sábado 25, vai realizar-se a quinta edição do simplesmente...Vinho, primeiro, e até agora único, salão off português. 
Esta edição decorrerá no Cais Novo, que Nuno Pinto Leite pretende tornar num novo espaço de referência do Porto, por cima do Museu do Vinho do Porto (a seguir à Alfândega) e contará com a presença de 84 vignerons, portugueses e espanhóis. Umas centenas de vinhos, brancos, laranjas, palhetes, rosés, tintos, secos e doces, novos e velhos, conhecidos e novidades, vinhos que querem simplesmente... ser só vinho. 
Vinho bebido. Vinho sentido. Vinho partilhado. Além dos vinhos, existirão petiscos de seis restaurantes: Delicatum - Joana Vieira e André Antunes (Braga); chef Ricardo - Ricardo Teixeira Coelho; DOP - Rui Paula; Está-se Bem - Cristóvão Oliveira e Sousa; Forneria de S. Pedro e Carvão - Filipe Miguel Morais; e Shiko - Ruy Leão. 
Na música, para terminar cada um dos dois dias simplesmente... em festa, estarão presentes as bandas portuenses We Are Mean Chick (sexta-feira 24) e André Indiana (sábado 25). 
Para celebrar a quinta edição, o evento contará também com um original Leilão Vinho + Arte Solidário, em forma de brunch, onde mais de oitenta obras de arte e igual número de vinhos, irão ser licitadas (sábado 25, das 11:30h às 15:00h). Os mesmos artistas que cedem as obras para o Leilão, irão estar na Exposição do Cais Novo. Desta forma, a já habitual exposição de Arte do simplesmente... Vinho, este ano de novo sob curadoria de Carlos Paiva, cresce em quantidade e qualidade, constituindo mais uma razão para ir ao Cais Novo que assim se transforma numa enorme Galeria. Exposição e Venda de Arte a dinamizar e energizar os vinhos e petiscos! 
Pssst, já dissemos que gostamos de biodinâmica? Entre consagrados e quase iniciados, há Arte para todos os gostos, e simplesmente... para todos os bolsos. 
Por último, mas não menos importante, ou como se diz na América: last but not the least, (ou será que aqui devíamos usar o clichê da "cereja no topo do bolo"?) um jantar pop-up do restaurante Fat Rice, de Chicago. João Tavares de Pina (o vigneron do Terras de Tavares) acolhe o chef Abraham Conlon e o sommelier Craig Perman, que combinam a gastronomia de inspiração Macaense com 12 vinhos simplesmente...autênticos, e comentários dos respectivos vignerons. 
É no Restaurante Bocca, sexta 24 às 22h30, e as reservas podem ser feitas pelo 226 170 004 (€ 50/pessoa).
_______________________________________________
SIMPLESMENTE... VINHO 2017
Onde? Cais Novo, Rua de Monchique 120 - PORTO
Quando? sexta 24 e sábado 25 de Fevereiro, 16:00-22:00h
Como? Autocarro 500 | Elétrico 1
Custa? 15€/dia com direito a catálogo e copo oficial, prova de vinhos, degustação de petiscos, exposição de arte e concerto de música.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Comer, Beber e Lazer no Enólogo Chef Continente

No âmbito de uma parceria com o site Enólogo Chef Continente é um prazer comunicar que já pode encontrar no mesmo um cantinho especial reservado às letras do blog Comer, Beber e Lazer. 
Espero contar com a vossa espreitadela assídua ao que por lá se vai passando a começar desde já pelo primeiro texto escrito a pensar num dia especial que se aproxima.  Venha de lá a sua opinião: os casais que bebem juntos são mais felizes?

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Vértice | O Nascer De Um Grande Espumante

As Caves Transmontanas nascem no final do anos oitenta, em 1988, na região do Douro, com vinhas cercadas por montanhas transmontanas e beirãs, em zonas elevadas, onde as brisas estivais sopram  frescas e onde as vinhas se desenvolvem com características próprias para a produção de vinhos de mesa.
A ocidente é abrigado dos ventos húmidos pelos montes graníticos do Marão e do Montemuro. As suas vinhas, cultivadas em terrenos graníticos e xistosos, são sujeitas a Verões muito quentes e secos e a Invernos rudes e prolongados com muita geada e neve.
Este é o terroir e o berço dos vinhos Vértice e dos seus espumantes de elevada qualidade.

Na última edição do Encontro Com o Vinho e Sabores em Lisboa, tive o prazer de estar presente na Prova Especial  dos  espumantes Vértice que acabou por ser uma boa surpresa ao fugir do conceito normal de prova de vinho pura e simples, para ser antes uma verdadeira aula acerca dos espumantes desta casa e de como se chega ao produto final, ou seja, como nasce um grande espumante.
Celso Pereira, Enólogo responsável pela produção do espumante Vértice desde 1989, conduziu de forma apaixonada a prova dos vinhos base até chegarmos à prova dos espumantes já finalizados.
Começámos, então, por provar os vinhos base. Os anos 2006, 2008, 2009, 2010 Pinot Noir, 2010 Chardonnay, 2011, 2015, 2016 e depois um hipotético lote 2016 foram a base para esta sessão.
Perfis diferentes, como era de esperar, alguns com mais acidez, outros com muitos aromas de pastelaria, de massa fresca, com componentes mais ou menos tostados ou ainda citrinos mais pronunciados que em outros, volume e mineralidade também em diferentes medidas. Um verdadeiro puzzle à espera que alguém junte as peças no seu lugar devido.
Após todo este ambiente de aprendizagem, que merece ser aprofundado em futuros episódios, a prova de quatro espumantes Vértice.

VÉRTICE 2000 RESERVA BRUTO  | 12,3% | PVP 13,5€
CAVES TRANSMONTANAS, LDA
Cor amarelo definido, ligeiros alourados, leves, muito leves, bolha fina e persistente. Aromas muito clássicos com notas de pão, pastelaria e brioche. A bolha apresenta-se fina e leve na boca, com muita elegância e secura de boca, terminando longo.

VÉRTICE 2005 RESERVA BRUTO | DOURO | 12% | PVP 13,5€
CAVES TRANSMONTANAS, LDA
Cor amarelo citrino, bolha muito fina e persistente. No nariz os aromas predominantes são mais de pão levedo, massa em fermentação e, na boca, temos o exemplo de verdadeira mousse, leve, cremosa, fresca, seco e de final longo e elegante.

VÉRTICE 2007 SUPER RESERVA MILLÉSIME | DOURO | 12% | PVP 23,90€
GOUVEIO, MALVASIA FINA, RABGATO, VIOSINHO, TOURIGA FRANCA
CAVES TRANSMONTANAS, LDA
Cor amarelo citrino, bolha finíssima e persistente. Aromaticamente de traço limpo, pão fresco ligeiramente torrado, alguma fruta e mineralidade. Na boca bolha leve, delicada, com muita finess,  equilíbrio, acidez e de final prolongado.

VÉRTICE 2009 SUPER RESERVA MILLÉSIME | DOURO | 12,5% | PVP 23,90€
GOUVEIO, MALVASIA FINA, RABGATO, VIOSINHO, TOURIGA FRANCA
CAVES TRANSMONTANAS, LDA
Cor amarelo citrino, limpo, bolha finíssima, persistente e de aspecto jovem. No nariz aromas muito limpos, fineza, pão acabado de fazer, tosta, algumas notas de pastelaria fina, fruta madura, equilibrado e fresco. Na boca marcam a leveza, a mousse fina, bolha delicada, mais uma vez muita finess e um comprimento final extenso.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Quinta de São João Syrah 2008 Tinto

QUINTA DE SÃO JOÃO SYRAH 2008 TINTO | TEJO | 14,5% | PVP  35€
SYRAH
PINHAL DA TORRE, VINHOS, SA
17,5

Um dos Syrah a colocar na lista pelos amantes da casta. Nasce por terras de Alpiarça, região Tejo e só deve surpreender quem anda um pouco distraído. É vinificado pelo processo tradicional de curtimenta, com ligeira maceração e estagiou em barricas de carvalho francês.
Passou-me pelo copo já em finais de 2016 e mostrou-se em grande forma. Visualmente ainda pouco batido pela idade, de um granada com ligeiras nuances de casca de cebola e de aspecto limpo para um vinho não filtrado e servido sem ter sido decantado.
Muito fino e elegante de nariz, fruta preta madura, notas de barrica completamente casadas, baunilha leve, notas de cacau envolventes, especiaria no ponto e uma frescura mentolada a acompanhar toda a prova. Volumoso de boca, com densidade, textura, um expressão da casta que não engana. Polido, mas sem esconder um tanino mais redondo, que marca a sua presença, em equilíbrio com o a fruta e os traços vindos da barrica.
Com um final de boca longo, muito elegante e a mostrar sentido de mesa.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Em Lisboa Há Paragem Obrigatória Na Ginjinha

Dos tempos de universitário recordo os bons momentos passados à porta desta casa, normalmente em inicio de noite, onde se marcava para aqui o ponto de encontro para descontrair com uma ginjinhas simples ou com elas.
A Ginjinha do Rossio, no Largo de S. Domigos, era ponto de paragem obrigatório. Um copito custava 1 pintor (100$00) e que fazia com que quem esperava pelos mais atrasados nunca apanhasse uma seca.

Casa da Ginjinha Espinheira, conta com mais de um século de histórias de produção deste excepcional licor de Ginja, baseando-se numa experiência adquirida de várias gerações e uma esmerada selecção dos frutos e da guarda de um segredo que a tem recompensado com as mais altas distinções nas exposições em que tem participado. 

Hoje,  continua a ser ponto de referência e de paragem obrigatória. Por vezes há filas, mas sempre a andar com muita rapidez. Ouve-se lá de dentro a pergunta: "Com ou Sem" a resposta sai conforme a vontade e venha de lá copinho raso.

Foi o primeiro estabelecimento em Lisboa (1840) a comercializar a bebida que lhe dá o nome e que rapidamente se transformou num ex-líbris da cidade. Para mim continua a ser o spot para beber uma ginjinha.

Há que agradecer ao conselho que um frade da Igreja de Santo António sugeriu. A Espinheira fez a experiência de deixar fermentar as ginjas dentro de aguardente, juntando-lhe açúcar, água e canela. O êxito foi imediato, quer por ser doce, quer por ser barato, e a ginjinha transformou-se na bebida típica de Lisboa e eu continuo a lá passar sempre que posso.
Vai uma Ginjinha??
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A GINJINHA
Morada: Largo de São Domingos, 8 1150 - 320 Lisboa
Horário: 9:00h às 20:00 (Todos os Dias)

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